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Bruno Côrte

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Bruno Côrte, Funchal, 1974

Com formação em pintura e ilustração na Universidade da Madeira e na AR.CO, respectivamente, começou a expor em 1998. Em 2001 vence o primeiro prémio do II Concurso Regional de artes Plásticas, na Casa das Mudas, Ilha da Madeira com Landscape Study e em 2003 vence o segundo prémio no mesmo concurso.
Foi seleccionado em 2003 para o III Prémio de Escultura City Desk, no Centro Cultural de Cascais, onde apresentou a peça Guarda-Folhas.
Em 2008 vence uma Bolsa de viagem ao Japão atribuída pela Bienal de Cerveira de modo a prosseguir com um projecto de pesquisa em torno da paisagem, um tema, diga-se, que tem vindo a ser pesquisado e explorado de diversas formas, quer na pintura, instalação e mais recentemente com a fotografia.
A utilização de espaços fechados para a realização de plantações e uma evidente reinterpretação da natureza têm sido aspectos relevantes no seu trabalho, onde se destaca Landscape Room, Teatro Municipal, Funchal, em 2002 e Private Underground, Museu de Arte Contemporânea, Funchal, em 2003.
A apropriação e posterior utilização e acumulação de diversos elementos da natureza, tais como folhas, flores, ramos de árvores e plantas tem sido outra predominância, por vezes associados a objectos de jardinagem, Me and my nature, Casa da Cultura de Santa Cruz, 2002; Sementes e outras naturezas, Galeria Serpente, Porto, 2004; Chlorophyll room, Museu de Arte Contemporânea, Funchal, 2007 e Herbarium, galeria Serpente, Porto, 2009, onde apresentou uma serie de folhas e flores recolhidas entre 1999 e 2009 são exemplos.
Neste momento a sua pesquisa artística abarca principalmente a fotografia. Uma nova abordagem da paisagem tem marcado o seu trabalho, tanto no que se refere à transitoriedade e exploração do espaço enquanto reprodução sazonal quer de um ponto de vista vivencial onde é destacada a intervenção do homem. A analogia entre o homem, a natureza e o próprio artista, assim como uma nova interpretação e disposição do tempo natural das estações do ano, das intempéries e do crescimento das plantas são alguns critérios a destacar nesta observação, in loco ou à distância, metódica e quase minimalista.
Tem exposto regularmente na Galeria Serpente, no Porto.

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01, 02 e 03 - Goshiki Lake, Fukushima, Japão, 20 x 15 cm, Série de 70 fotografias a cores, 2009
001, 002, 003 - Kumamoto Aso Mountains, Kyucho, Japão, 20 x 15 cm, Série de 40 fotografias a cores, 2009
0001, 0002, 0003 - Youtei Mountains, Hokkaido, Japão, 20 x 15 cm, Série de 40 fotografias a cores, 2009



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