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Mariana, a miserável


Quando era pequena queria ser florista, mas cedo tomou a liberdade de seguir uma vida de “miséria, fossa e rock ‘n’ roll”. Tem feito parte de bizarros triângulos amorosos e de coisas ainda mais quadradas, e quando não acha que é deus, acredita que este é um senhor divorciado que não ouve bem. A um passo da queda e a outro do casamento por conveniência, vendeu o seu coração numa loja de souvenirs para pagar a conta da água.
Um dia (talvez uma noite), descobriu que gostava de desenhar coisas estranhas – de desconstruir o mundo para construir outros, não necessariamente melhores, mas que aos seus olhos fizessem mais sentido.
Na origem de tudo o que faz está uma grande compota de estórias de si própria vista à lupa, da vizinha do lado, de gente má como as cobras, de flores que não se cheiram, de amor, de desamor, de despedidas, de bizarrias, de desassossegos, de animais raros ou inexistentes, de finais infelizes ou de finais apenas, de cárdio citologias (seja lá isso o que for) e de homens feios, porcos e maus. Depois, sentindo que devia partilhar as suas intimidades gráficas com alguém para além da mãe, de opinião sempre suspeita, optou por fazê-lo num blog (www.oblogfolio.blogspot.com), onde é visitada por umas quantas pessoas de “mau gosto” e por outras que o fazem por obrigação. Há dois anos, recebeu uma folha de papel como reconhecimento da sua licenciatura expresso em design gráfico, pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.
Começou recentemente a comercializar e publicar as suas criações e acredita que mais cedo ou mais tarde vai dominar o mundo.








Mariana, a miserável | www.oblogfolio.blogspot.com


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